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quinta-feira, 9 de maio de 2013

HARMONIA - Como estabelecer bom convívio entre cão e gato


Geralmente gato e cão conseguem viver harmoniosamente. No começo parece muito difícil essa amizade, mas não é. Você vai saber agora algumas estratégias de como eles podem ser parceiros sem muito esforço e dor de cabeça.
Cachorro já está na casa e o gato chega depois
Suponha-se que já tenha o cachorro e quer incluir o gato no convívio familiar. Conforme a médica-veterinária de Pato Branco, Liane Alice Franciosi, a apresentação entre os dois deve ser diferente. A dica é levar o felino para a casa e evitar o contato visual por aproximadamente 24 horas.
Isso permite que eles sintam apenas o cheiro e ouçam ruídos um do outro. Assim, durante a noite, sem acordar o cão, o tutor soltará o gatinho. “Quando eles ficarem frente a frente, a presença não será tão estranha. O gato já estava ali, entrou de mansinho, sem invadir o espaço do cão”, diz. No momento em que se encontrarem pode acontecer, de acordo com Liane, do cachorro querer mandar: “Eu mando e você obedece”.
Gato chega primeiro que o cachorro
Você tutela o gato e pretende adotar um cão? Liane entende que nesta situação não há problemas, pois o felino, por ter maior facilidade de fuga, saberá o momento certo de aproximação. Aos poucos, quando se sentir confiante, ele perceberá a ausência da ameaça.
Os dois chegam juntos
Também existe a possibilidade de alguém querer adotar gato e cão na mesma hora. Diante disto, precisa-se delimitar o lugar da alimentação e higiene de cada um. “Cuidar para nenhum deles invadir o espaço do outro, porque o cão comerá a ração e as fezes do gato”, diz a médica-veterinária. Se ocorrer, Liane explica que o cão pode enfrentar diversos problemas de saúde. “Pode pegar vermes e necessitará ser levado ao veterinário”.
Cada um no seu quadrado
Ainda conforme ela, a separação do local da alimentação de cada um inibe o cão de querer, a todo custo, comer a comida do gato. “A ração do gato faz o cachorro ficar louco. É como se fosse um x-salada, mas não pode, faz mal”, adverte. Já o gato, com raríssimas exceções, não tem costume de “biscoitar” a comida do cãozinho.
Outra questão diz respeito ao gato semi-doméstico e não castrado, principalmente o macho. Ele passa o dia todo em casa e à noite resolve caçar, brigar ou envolver-se com fêmeas. Quando ele retornar para casa, certamente terá desentendimento devido ao comportamento de identificação. “O outro animalzinho sente cheiro diferente e, com certeza, vai ter ‘BO’”, ressalta.
Sobre a questão do brinquedo, a confecção de produtos do gato é feita à base de ervas e o cão não sente atração por eles. “O perfil dos brinquedos é totalmente diferente”, enfatiza.
Todas estas questões mencionadas tornam os bichos menos estressados. Segundo Liane, quando há equilíbrio entre família e eles, existe uma criação de zona de conforto, reinando a tranquilidade e a harmonia. “A possibilidade de cães e gatos dormirem juntos é grande”, revela.

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