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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nós médiuns e nossos animais

Uma pequena história que é relatada no livro Breve testemunho de um longo amor, de Sylvia Paschoal.


“Sempre tivemos um especial carinho pelos animais. Dois ou três cachorros estavam sempre em nosso quintal e o afeto que nos passavam nos fazia muito bem.

Mas houve tempo em que eles se limitavam à área externa da casa, sem terem permissão de entrar em nossa sala.

Numa manhã, uma senhora aflita solicitou um atendimento urgente. Não havia como negar.
Conversávamos em nossa sala, quando minha ajudante doméstica me alertou que o Brown não passava bem.

Brown, vira-lata, mas o mais evoluído que já vi, nos impressionava pelas suas atitudes e carinho.

Pedi um tempo, tentando apressar o atendimento que fazia. Mas qual não foi a minha surpresa quando nosso cachorro veio se arrastando para dentro da sala, em direção a um quadro de Jesus, que ficava junto à nossa porta principal, sobre uma vitrola.
Ergueu as patas sobre o móvel e começou a ganir, olhando para o quadro de Jesus. Ele nunca havia entrado em nossa sala.

Eu e a senhora que atendia nos emocionamos. Peguei a chave do carro e saí em direção ao veículo.

Brown me acompanhou, entrou no carro e fomos até o veterinário.

Quando descemos, uma tosse espasmódica jogou para fora da garganta de Brown um osso.
De imediato pulou alegre e voltou para o carro.

Como entender... com certeza ele pensava, eu também sou de Deus.

Mudamos de casa e Brown nos acompanhou. No bairro das Paineiras ele andava solto pelas ruas, ia até a Vila Brandina passear e namorar, mas quando em casa, ao entardecer eu me assentava na área externa, junto à piscina, ele se aproximava e deitava junto aos meus pés.
Uma tarde Cecília, uma senhora conhecida, solicitou uma palavrinha. Sendo fim de semana, só poderia ser em minha casa.

Quando ela chegou sentou-se em uma área interna junto à piscina e nos pusemos a conversar.
Brown, que até então permanecia na área externa, começou a latir com alegria, tentando entrar onde estávamos. Nunca fizera isso.

-“Deixe-o entrar”, pediu-me Cecília.

Abri a porta e nosso cachorro com uma demonstração de grande alegria, dirigiu-se à senhora e colocou a cabeça em seu colo.

Admirei-me, pois ele era reservado e jamais se manifestava com pessoas estranhas.

Cecília o acarinhava e ele continuava a demonstrar um carinho exagerado.

Conversávamos sobre os problemas a serem resolvidos, quando um guia de nossa irmã se manifestou para orientá-la.

Depois de algumas palavras olhou para o cachorro que se aconchegava junto a nossa conhecida e disse:

-“Este cachorro já pertenceu à nossa irmã. Ele morreu atropelado há tantos anos. Nós não perdemos nossos queridos, mesmo animais”.

Perguntei a Cecília se realmente ela havia perdido um cachorro atropelado há tantos anos.

-“Sim, sim, respondeu, eu o amava muito”.

- “Pois bem, aí está ele, por alguma razão está ele junto de nós”.

O interessante foi que a informação sobre as datas da desencarnação do cachorro atropelado tinha apenas dois meses de diferença do nascimento de Brown.”

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