Proteção Animal, Receitas Veganas e Vegetarianas, Direitos dos Animais, Adoções.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Lógica FELINA: O pratinho de RAÇÃO




Não importa quanta ração você coloque no prato, o gato sempre come o meio e deixa um restinho nas beiradas. E depois fica miando para você repor a comida como se o prato estivesse vazio. Também pode acontecer de ele jogar a ração para fora do prato antes de comer. Parece frescura, que ele está de manha ou sem fome, mas, como sempre, ele tem um bom motivo para fazer tudo isso. .⠀

Existem dois motivos pelos quais os gatos não comem a ração na beirada do prato. O primeiro é basicamente uma questão de geometria: gatos têm focinhos que dificultam que eles alcancem a beirada do comedouro tradicional. Quando tentam pegar a ração dos cantos, eles batem o focinho sensível na borda e precisam girar a cabeça e puxar os grãos com a língua.⠀

O segundo motivo é a ultrassensibilidade dos bigodes. Os bigodes dos gatos são tão sensíveis que detectam movimentos a distância só pela vibração do ar. E esses bigodes não só ficam raspando na beirada do prato na hora de comer, como precisam ser esmagados contra ela caso o gato queira pegar a ração dos cantinhos.⠀
Fonte: @umgatosaudavel

Você gosta de história de amor? Um pouquinho da nossa história com os peludos.

Enquanto muitos abandonam seus animais, por motivos tão fúteis, nas nossas cabeças isso não passava nem na mais remota possibilidade.

Contando a história...

Em 2010, tivemos que mudar para Fortaleza e na época tínhamos 5 cães: Flash (o primogênito resgatado de atropelamento), Kika (retirada de uma Universidade gaúcha, onde seria eutanasiada por ocupar espaço), Branca (resgatada vagando em uma avenida de muito fluxo de Porto Alegre) e Glorinha (adotada numa feirinha da Redenção); todos foram conosco, na época de avião.







Muitas coisas aconteceram nesse período de Nordeste...





No primeiro ano, já era claro para a vizinhança nosso amor pelos animais, e assim abandonaram a primeira caixa de gatinhos filhotes no nosso portão. Eram minúsculos!mas já sabiam fazer barulhos com as boquinhas para se defenderem dos humanos gigantes! Cinco titiquinhos lindos! E todos foram adotados, exceto uma que foi devolvida:
                  * Bizuga, a primeira felina a entrar na Família Bumbel Cócaro!


Depois abandonaram mais uma caixa, com 6 gatinhos, e estes todos foram adotados, graças a Deus!

Mas o destino nos aplicou uma triste peça. Glorinha, uma linda mistura de sheepdog com cão d'água português - essa era a aparência daquela pura vira-lata; teve uma doença inexplicável, algo agudo que a fez ter parada cardíaca e respiratória, ficando com sequelas neurológicas graves, inclusive cegueira.

Lutamos 6 longos meses contra algo que não sabíamos o que era. Conseguimos reverter parte dos problemas neurológicos com fisioterapia caseira e muito amor, e ela já não andava mais em círculos. Mas em janeiro de 2013 ela se foi, com apenas 4 anos. Logo após os fogos de final de ano, ela piorou muito e numa noite nos deixou. Tentamos socorrê-la, mas não houve tempo para nada; a explicação teria sido ataque cardíaco. A nossa dor foi imensa, inexplicável, mas hoje sentimos uma saudade grande, porém uma boa saudade.

E vida de protetor é assim mesmo...

Num sábado de sol, que em Fortaleza é normal, fomos caminhar no Parque do Cocó. O que nós não sabíamos é que era local de abandono de animais, principalmente gatinhos. E é óbvio que não conseguimos fechar nossos olhos, quando nos deparamos com uma cena no meio da mata: um senhor alimentava os gatinhos ali abandonados, nada de anormal se não tivesse entre os pequeninos, uma minúscula gatinha branca, disputando avidamente aquela comida de panela com os gatos maiores, comida abençoada que aquele senhor lhes dava. Olhando mais atentamente para aquele serzinho de aparência doente, frágil, com muita secreção no seu rostinho, não foi possível seguir sem ela. Assim que a peguei, ela não resistiu e se aninhou no meu peito.

Corremos para uma clínica veterinária que sempre atendia os animais de rua, sem deixar nenhum para trás, e ali fomos atendidos pela Dra. Karinne Paiva, na Pet Saúde, Fortaleza. Ela, olhando a gatinha, disse claramente que dificilmente sobreviveria. Estava com rinotraqueíte em grau altíssimo e bicheiras espalhadas pelo pequeno corpo. Tinha muitos bichos no céu da boca e a língua já tinha perdido um pedaço para aqueles bichos nojentos. Uma das patinhas também estava tomada por bichos.

Dra. Karinne fez uma limpeza e retirou TODOS aqueles bichos e começou o tratamento de choque para a rino, deixando claro que não poderia garantir sua sobrevivência devido ao grau de fraqueza, à doença, ao quadro todo. Fui todos os dias à clínica e levava frango cozido para a pequena Kinha.

E assim fomos dia a dia conquistando sua saúde. Frango, medicações e muito amor. Meu pequeno algodãozinho saiu da clínica e foi para a nova casa, nossa casa. A partir deste caso decidimos nunca mais ir ao Parque do Cocó, na esperança de não ver casos assim.


E essa é uma pequena parte da nossa longa história de amor pelos animais, mais precisamente até 2013...em outras postagens contarei mais sobre as aventuras desta FAMÍLIA diferente e MUITO amorosa...

Lambeijos!! 

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Por que adotar um vira-lata? Tem vantagens!

Saúde

Cão sem raça definida de aproximadamente 1 ano
Muito importante para quem procura um cão ou gato para adotar e ter como companhia, é saber que os vira latas (SRD) são fruto de genes que já foram provados, testados e sobreviveram as condições precárias de alimento e abrigo nas ruas, razão pela qual, costumam ser muito resistentes e saudáveis.
A teoria do vigor híbrido sugere que como um grupo, cães ou gatos de ancestralidade variada serão mais saudáveis que seus ancestrais de pedigree. Em animais de raça definida, o cruzamento de cães com aparência muito similar através de várias gerações produzem animais que podem carregar os mesmos alelos, alguns dos quais são indesejáveis. Isto é ainda mais verdadeiro quando considera-se animais de parentesco próximo. Este cruzamento próximo tem exposto muitos problemas de saúde de natureza genética não tão aparentes em populações menos uniformes. Espécimes sem raça definida são mais diversificados geneticamente devido a natureza casual do encontro entre os pais. A descendência desses encontros tende a expressar menos algumas deficiências genéticas, em virtude da diferença genética natural entre os pais. No entanto, algumas doenças recessivas ocorrem entre muitas raças não relacionadas, e deste modo meramente a mistura de raças não é garantia de saúde genética.
"Cães híbridos tem uma chance muito menor de exibir as deficiências que são comuns às raças de origem", porém o cruzamento não necessariamente garante que a descendência resultante será mais saudável que os pais, pois há uma probabilidade dos filhotes herdarem as piores características de ambos os pais. Esta é uma das razões pelas quais muitos criadores preferem cães de linhagem conhecida. No entanto, é notável que muitos criadores deem preferência à aparência e conformidade dos cães, ignorando fatores intrínsecos ao cão, como a saúde e sua disposição física.
Cães de raça pura e SRD são igualmente susceptíveis à maioria das doenças não relacionadas à genética, como raiva e infestação por parasitas.
Muitos estudos demonstraram que cães sem raça definida tem uma natural vantagem de saúde. Um estudo feito na Alemanha conclui que "cães mestiços necessitam menos de tratamento veterinário".[1] Estudos na Suécia encontraram que "cães mestiços tem menor tendência a desenvolver muitas doenças em relação a um cão normal de raça definida".[2]Dados da Dinamarca também sugeriram que a mistura de raças produz cães com maior longevidade, se comparados a cães de raça definida.[3] Um estudo britânico demonstrou resultados similares, porém concluiu que algumas raças são em geral mais lôngevas que cães SRD (em especial Jack Russell TerrierPoodle miniatura e Whippets).[4]
Em outro estudo, o efeito da raça na longevidade dos cães foi analisado utilizando dados da mortalidade de 23.535 animais. Os dados foram obtidos de hospitais veterinários de ensino nos Estados Unidos. Ao comparar a mortalidade de cães de raça definida com os híbridos foi concluído que aqueles sem raça definida viveram em média 1,8 anos a mais nas condições estabelecidas, considerando animais doentes de diferentes pesos e condições clínicas.[5]

Vira-lata no Brasil

Embora tenham no passado recebido má-fama entre os criadores, comparados aos cães de raça pura, há uma tendência crescente para a popularização do vira-lata no Brasil.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, esse é o cão doméstico mais comum na cidade de São Paulo. O levantamento entrevistou 613 pessoas, numa amostra representativa da população paulistana com 16 anos ou mais. De acordo com a matéria publicada na Folha de S.Paulo,[6] a adoção dos cães sem raça definida cresce sobretudo nas classes mais altas, onde os cães hoje dividem espaço com animais de raça definida.
Os criadores veem benefícios na melhor saúde e resistência dos animais, pelo fato da mistura gerar um cão com "competências mais equilibradas". Porém, o principal fator que motiva hoje a adoção de cão mestiço está na questão social da adoção. A maior parte destes animais vem de organizações não-governamentais encarregadas de cuidar e doar os animais, recolhidos das ruas ou de donos incapazes de fornecer os cuidados adequados. Especialistas relembram que, embora resistente e adaptável, o vira-lata ainda assim precisa de cuidado veterinário e alimentação correta, para uma saúde mais forte e um desenvolvimento adequado.