Mostrando postagens com marcador animais desencarnados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais desencarnados. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de março de 2020

O ponto final da vida: Branca foi estrelar no céu dos cachorrinhos.

A dor é imensa e se não escrever, meu peito explode.

Minha Branquinha, minha princesa, minha companheira de tantos momentos, minha filha querida partiu. Dia 05 de março ela partiu.

E foi assim...

Num dia de frio, mas de sol, te vimos na Protásio Alves, avenida movimentadíssima de Porto Alegre. E tu andava de um lado para o outro, muito maluquinha. Quando olhamos pela janela do apartamento da tua tia Fabiana, tu estava lá, próximo da portaria, ou seja, tinha atravessado a avenida e vindo nos encontrar.

Naquele momento, te pegamos e fomos pra clínica fazer uma avaliação. Logo na recepção alguém já te queria adotar!!!mas tu logo abraçou meu pescoço e eu disse que tu não estava para adoção. 
Dali pra cá foram 12 anos de muito amor. 

No dia do resgate

Meu amor sempre foi forte por todos meus filhos peludos e por todos os animais que encontro pelas ruas, é um amor intrínseco, mas contigo...contigo era além ( É além). Tu era meu "grudinho". E de uma hora pra outra estou privada da tua presença constante.

Algum tempo depois do resgate

Há muitos anos cuidava do teu coração, do teu fígado, e há pouco dos teus rins e da coluna, enfim, tu puxou pela mãe, né minha Princesa? Cheia das mazelinhas! E igualmente CHEIA de alegria! Teu apelido era "nosso peru louco", de tanto que rodava, ou Fiat 147, porque quando corria, a dianteira ia pra um lado e a traseira para o outro. Nossa filhota linda!



Ano passado, depois da MALDITA  doença do carrapato, a tua saúde só piorou. Foram tratamentos longos, agressivos e cheios de consequências. No teu caso, o problema renal só piorou, o problema de coluna apareceu e nos teus últimos momentos, uma mancha no baço, que sugeria um tumor.

Tu, tão cheia de vida, tão alegre e tão comilona, não estava mais aqui. Somente teu corpinho que te causava dores, que te fazia usar tantas medicações diariamente que parecia impossível qualquer ser usar tudo aquilo. Essa semana chegou no ápice dos sintomas, sem tratamento possível e com as dores que não conseguimos imaginar.

Meu coração se sente machucado, meu espírito não entende o porquê de tanto sofrimento se os animais não vêm para resgatar nada na encarnação presente e sim para evoluir junto aos humanos. Queria uma explicação plausível dos espíritas, afinal acredito tanto nessa doutrina, mas me questiono muito sobre o sofrimento de todos os animais.

Ainda assim, prefiro acreditar que quando teu espírito partiu, foi recebida pelos manos Flash, Glorinha, Filó e Mel com muita alegria e carinho, no céu dos cachorrinhos. E que quando eu partir encontrarei todos vocês, meus filhos queridos. Essa é uma crença que prefiro ter, para tentar acalmar meu coração.

Queria muito que esta postagem fosse mais leve e bonita, mas isso ainda não é possível. A dor fala mais alto. De lindo aqui, só a imagem da minha Branca - Princesa da Mamãe.


terça-feira, 3 de setembro de 2019

O adeus que SEMPRE dói: Flash ganhou asas

Hoje o céu dos cachorrinhos está mais alegre, mas o meu céu está muito triste: Flash partiu.

Logo que o adotamos: 2007

Não adianta, NUNCA estaremos preparados para a morte. Independente de ser pessoa ou nosso animalzinho de estimação, a dor é intensa e individual, é impossível compartilhar o que se sente. A mesma pessoa, ao perder dois filhos peludos, sentirá diferente em cada situação. A dor é quase palpável, mas é diferente para cada peludo que parte: nem maior, nem menor; diferente.

Lutamos todas as lutas, mesmo desanimando em alguns vários momentos difíceis, nunca desistimos de fazer o melhor, de fazer o que estava além de todas as nossas possibilidades. Mas não podíamos ir além. Não podíamos ir além do que tu podia aguentar, filho. Tua dor era a nossa dor. Não tínhamos o direito de ser egoístas, de querer prolongar um sofrimento que não teria diminuição, que iria se modificando apenas, mas nunca diminuindo.

Aprendi, com um veterinário amigo, sobre essa tão dolorosa hora da partida. Saberemos quando é o momento se prolongarmos o sofrimento e não a vida. E tu não merecia esse sofrimento, meu reizinho, por isso acredito que agora está sem dor, "incomodando" as tuas irmãs que partiram antes de ti.

Flash foi nosso primeiro filho peludo. Foi um resgate da minha irmã, que o viu atropelado e não titubeou em socorrer. Foi meu amor à primeira vista, que saiu a passear comigo como se sempre estivesse ao meu lado. Meu companheirinho, que esteve ao nosso lado por 12 anos. Partiu entre seus 14 ou 15 anos, "a gente não sabemos".

Flash era o cachorro mais rabugento do mundo! Perguntávamos a ele quantas vezes tinha entrado na "fila do chato" lá no outro plano antes de reencarnar, porque era o verdadeiro Capitão Caverna, de tão rabugildo que era! e esse seu jeitinho nos encantava!

A hora da comida era a sua hora da farra. Nos chamava para brincar, latia e latia e latia e latia...até que parássemos qualquer coisa para brincar com ele, para jogar seus grãozinhos de ração e ele correr a pegar. Era mimado. Primeiro filho. Fazíamos sim todas as suas vontades e fazíamos com muito amor.

Flash será sempre nosso primeiro, nosso único, nosso filho querido. TODOS são únicos. Nenhum substitui o outro. Lutamos até o momento de não te fazer sofrer, filho. Agora és luz, és alegria novamente, és amor na sua plenitude. SEMPRE te amaremos, Toquinho.


*NUNCA abandone seu animalzinho, eles só contam conosco em todos os momentos da vida, bons ou ruins. E na hora da partida, certamente eles nos querem por perto.


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O Evangelho dos Animais

Tomei conhecimento sobre este livro HOJE! e já estou louca para ler!


Quando Amanda viu sua querida cachorrinha Fifi morrer vítima de um acidente, seu coração se partiu e enfrentou a depressão. Embora espírita, não conseguia encontrar de início na Doutrina Espírita as respostas sobre a alma dos animais. Queria saber o que havia acontecido com Fifi, o porquê de tudo que ocorrera e qual a razão da relação que os animais mantém conosco. Em sua busca, encontrou outros companheiros, cujas histórias emocionantes de vida os levaram ao espiritismo, também interessados sobre conhecer melhor os animais. Foi assim que iniciaram um grupo de estudos sobre a alma dos animais. O livro traz as histórias destes companheiros dedicados e o resultado de seus estudos, mantendo-se fiel às diretrizes da Doutrina Espírita, encontrando as respostas sobre a alma animal, sua vida após a morte, o reencarne dos animais, o desenvolvimento da consciência e da inteligência, entre outras, iluminando a consciência sobre os animais e sobre nós mesmos. Vale a pena!

Autores: Sandra Denise Calado (médium) / Equipe Espiritual da ASSEAMA
Editora: ASSEAMA
 

sábado, 4 de julho de 2015

A história da Gabi: A passagem dos animais pela Terra.

Algumas histórias (ou estórias para quem preferir) já foram contatadas aqui por amigos do blog. Sempre nos emocionamos e confirmamos os laços de amor que existem entre humanos e não humanos.

"Hoje, gostaria de contar a história da Gabi. Na verdade, não irei detalhar sua vida, mas quão importante ela foi e sempre será em minha vida.


Dividimos bons momentos por quase quatro anos. No dia 25 de dezembro de 2013, seu corpinho não suportou a sobrecarga de um câncer diagnosticado há um ano. Ela deu mais um passo em sua evolução. E que alegria foi tê-la por perto e ter, de alguma maneira, auxiliado nesse processo (certamente ela me auxiliou muito mais).

Recebo muitas mensagens de pessoas relatando o sofrimento que é “perder” entes queridos – “entes queridos” são humanos e não humanos; não entendo a dificuldade de alguns em relação a isso. Digo que os laços de amor são eternos e que devemos nos alegrar, pois fizemos parte da suas vidas, compartilhamos momentos, ajudamos e fomos – imensamente – ajudados.

Aí está o sentido da vida: compartilhar o amor. E é tudo isso que fazemos quando temos a oportunidade de nos alegrar com aqueles olhos ao chegarmos em casa, a “risadinha” (a Gabi fazia) quando falamos em tom agudo com eles, o carinho inesperado de uma patinha roçando o seu peito em busca de carinho, a companhia em dias que apenas queremos a compreensão de um olhar…
 
A Gabi já era considerada uma paciente terminal. E isso é muito difícil de aceitar. Infelizmente, a morte (corpo físico) ainda é sinônimo de desespero. E isso só faz mal para quem vai e para quem fica. Chico Xavier dizia que a saudade é uma dor que dói nos dois mundos. Muitos são os relatos dos efeitos negativos que a tristeza de quem fica atrapalha na caminhada de quem vai.

Chore o quanto for preciso, mas pare o mais rápido que conseguir. Não sabemos com toda a certeza os efeitos da nossa tristeza sobre os nossos amiguinhos quando desencarnam. Entretanto, posso afirmar que bem nunca farão.

Eu realmente acredito que entre nós e os que amamos existe um laço eterno, como se fosse um grande tubo de luz, ligando-nos uns aos outros. Por meio dele, temos muitas percepções sobre os outros, sentimos o que eles sentem, passamos nossa energia para eles. Assim, se você emana boas energias, isso vai ser passado adiante. Se emana más energias, da mesma forma acontecerá.

Por isso, amar, mais do que chorar a despedida, é se recuperar, deixar o egoísmo de lado, entender que a vida aqui é uma passagem, que a vida continua para todos nós.

Muitos me perguntam se eles esquecem de nós quando desencarnam. Eu pergunto: você esqueceria? Não!

De novo, a morte é uma passagem. No mundo espiritual, somos os mesmos. Não existe mudança de personalidade, de vontade, de pensamento, de emoção de uma hora para outra. 

Claro, a percepção é aumentada nessa situação. Imagine, por exemplo, para aquele humano que desencarna e, não acreditando em vida após a morte, se depara com um mundo novo…a percepção mais clara do que a vida realmente é auxilia no processo geral de evolução, mas não muda ninguém. Um viciado em cigarros, continuará sendo viciado depois da morte física.

Um cão, por exemplo, não se esquecerá de seu dono – que não é dono, e sim  amigo, tutor, ente querido, amado –  porque não vive mais no corpo físico.


Acontece com eles da mesma forma que acontece conosco. Existe um complexo processo para que a caminhada rumo à evolução continue. Eles reencarnam como nós e, nesse processo, as memórias de vidas passadas ficam adormecidas. Adormecidas não significam esquecidas. Por isso, a ligação entre nós e eles é eterna. Uma vez que compartilhamos o amor, ele será compartilhado eternamente, mesmo que a distância física exista.

 
A Gabi viveu cerca de quatro vezes mais do que o esperado. Ela viveria mais três meses depois do câncer diagnosticado. Ela viveu por quase um ano. E posso dizer que foi uma vida boa. Ela corria, brincava, dava risadinha, subia na mesa, pedia pra dormir na cama de madrugada…fazia todas a coisas fofas que eles fazem e um pouco mais.
 
De três semanas até ontem (25/12/13) ela piorou, ficava mais quietinha, mas ainda balançando o rabinho, acordando feliz da vida para fazer o primeiro xixi do dia, pedindo e dando carinho. 
 
As crises cardio-respiratórias aumentaram , até que ela não suportou e se foi.
Nesse dia, o veterinário sugeriu colocá-la em um baia na ala de internação da clínica (ou seja, eu não teria acesso) para que ela pudesse ficar mais confortável recebendo oxigênio. Vi o veterinário com aquele ser frágil e pequeno nas mãos descendo as escadas…Foi a última vez que a vi, pelo menos em corpo físico.
“(…) ela deitou, apoiou a cabeça no piso da baia (…) tentamos entubá-la (...) mas a perdemos”, ele me disse às 16h15 pelo telefone. Chorei, chorei muito…o turbilhão de coisas que passa na nossa cabeça nesses momentos é indescritível.
Fiz questão de ir à clínica e ver o corpinho dela. Não sabia se ela estava ainda lá – existem relatos de animais que permanecem perto depois do desencarne –, mas sabia que se ela estivesse ali, eu daria meu apoio e, pelo menos, pediria auxílio aos amparadores dos animais.

O corpinho dela estava lá. Eu não pude senti-la. Ela já tinha sido amparada.

À noite, quando deitei na cama, fechei os olhos e ainda muitas lágrimas caíram, mas fui me acalmando. Aos poucos, uma cena foi se formando em minha mente, uma mulher com feição tranquila, aparentemente com seus 30 anos, cabelos pretos e longos cuidando da Gabi na hora do desencarne. A Gabi, ainda deitada e dormindo, flutuava sobre seu corpinho, recebendo energia clara e sutil.

Meu coração se acalmou, ela foi amparada. Eu sei que todo o amor que tenho por ela auxiliou nesse processo de alguma maneira. E se a tristeza tomou conta de mim por algumas vezes, agora ela já se foi, com a certeza de que meu amor é muito maior.
 
Se eu pudesse deixar um recado, depois de ter tido o prazer de compartilhar a vida com essa pequena menina, seria o seguinte: amemos imensamente, isso trará a cura e o conforto que precisamos. No momento em que entendermos que a vida sempre continua e que cada ser tem seu propósito, que compartilhamos e que não somos donos de alguém, amaremos verdadeiramente. Todo o resto é a ilusão do que é o amor.

Fernanda"

Fonte: http://animaiseoespiritismo.blogspot.com.br/2013/12/ame-imensamente.html


sexta-feira, 3 de julho de 2015

“Meu animalzinho morreu e eu acho que a culpa é minha. O que devo fazer?”

Queridos amigos, muitos me mandam mensagens desse tipo. Entendo perfeitamente a sensação de ter deixado de fazer algo, de ter levado tarde demais para uma clínica veterinária, o sentimento de ter podido fazer melhor...

Quando se tem por perto um amiguinho (entendamos aqui um animal não humano, um irmão mais novo), sempre devemos fazer de tudo para que ele tenha a melhor vida possível. E ter a melhor vida possível não é ter roupinhas da moda, ir ao petshop toda a semana etc. Uma boa vida é prezar por seu bem-estar, o que em muitos aspectos difere do bem-estar humano.

Quando amamos de verdade, tudo fazemos para fornecer o melhor e cuidar com amor e respeito de nosso amigo. Muitas vezes o desencarne acontece sem que ao menos esperássemos.

Realmente, nem sempre saberemos as respostas, na verdade, quando tentamos encontrar respostas para os assuntos da vida e da "morte", na maioria das vezes o que temos é o que o nosso coração nos diz.

Às vezes queremos as respostas de acordo com o que achamos certo, mas sabemos, que nem sempre é assim.

O que nos resta? Nossa fé, e não a fé no sentido religioso apenas, mas a fé que nos move a cada dia, a fé que nos faz levantar e continuar vivendo. A fé que nos inspira para sermos melhores pessoas, melhores maridos e esposas, melhores mães e pais...

Se nos apoiarmos nisso, buscando sempre evoluir como pessoa, nossas chances de fazermos o bem é enorme. Dessa maneira, tenhamos fé de que fazemos o que podemos de melhor por nossos queridos irmãos mais novos.

Quem ama verdadeiramente, tem grandes chances de sempre fazer o bem para o outro.

Difícil é aquele que está preparado para a despedida, mesmo que essa seja temporária.

O que acontece é que nós, seres humanos, nos cobramos por não ter conseguido fazer melhor e a palavra "se" sempre está no nosso caminho.

Diante de tudo o que foi feito para prezar pelo bem-estar de um animal, deixe o "se" sair do caminho. Na maioria das vezes, acreditamos que a culpa foi nossa, pois acreditamos que temos o controle de tudo. Entretanto, cada ser tem seu próprio propósito, e os caminhos que ele percorre são únicos e depende de muitos outros fatores além do nosso amor e cuidado.

Queridos amigos, o elo de amor entre aqueles que se amam perdurará para todo o sempre. Quando a tristeza recair sobre nós, devemos pensar nos momentos bons, nas alegrias, superações....

Por algum tempo as lágrimas virão aos nossos olhos, mas depois só o sorriso permanecerá....esse é o momento em que teremos encontrado a melhor definição da palavra amor.
 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Como os animais são recebidos no Plano Espiritual?



Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

Notícias pela Folha Espírita (Dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 - o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados), continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

Tendo sido perguntado se os animais têm “anjo da guarda”, Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si. “Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos”.

E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.

Por: Dra. Irvênia Prada (Méd. Veterinária)
Extraído do livro: “A questão espiritual dos animais”

* * *
O animal caminha para a condição de homem, tanto quanto o homem evolui no encalço do anjo.
(Emmanuel, na obra 'Alvorada do Reino' - Psicografia: Chico Xavier)

* * *
(...) E como o objetivo desta palestra é o estudo dos animais, nossos irmãos inferiores, sinto-me à vontade para declarar que todos nós já nos debatemos no seu acanhado círculo evolutivo. São eles nossos parentes próximos, apesar da teimosia de quantos persistem em o não reconhecer. (...) Recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.
(Emmanuel, na obra 'Emmanuel' (FEB, 1983) - Cap. XVII - Psicografia: Chico Xavier)

Fonte: Blog Espirita na Net

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Qual a consequência na Espiritualidade para as pessoas que maltratam os animais aqui na Terra?


Vivemos neste mundo ainda primitivo e por isso estamos em um estágio arrasado. Faz parte do nosso aprendizado o convívio pacífico com nossos companheiros de viagem evolutiva. Entre estes companheiros estão os animais. Muitas pessoas, por estarem ainda em aprendizado sobre o convívio com estes companheiros não-humanos, os vêem como seres inferiores e por isso mesmo crêem, equivocadamente, ter direitos sobre eles. Alguns não sabem ou não acreditam que sentem dor e sofrem. Outros sabem disso, mas se divertem infringindo-lhes dor. De acordo com a Lei de Igualdade, os animais são tão importantes para Deus quanto nós. Não podemos nos colocar acima deles, a ponto de tê-los como objetos de nosso desfrute. Certamente, aquele que abusa dos animais, maltratando-os e fazendo-os sofrer, terá de acertar suas contas antes de continuar a evoluir. A Justiça da Terra pode não ser eficaz contra os agressores dos animais, mas a Divina não falha. Se formos agressores teremos a oportunidade de encontrar situações para nos redimir do mal que lhes fizemos e somente então prosseguiremos com nossa carreira evolutiva. Não por castigo, pois Deus não castiga ninguém, mas por Misericórdia Divina, que sempre dá oportunidade ao faltoso de expiar seu erro e aprender com ele.

(Respostas dadas por Marcel Benedetipublicadas no site Comunidade Espírita.)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Nós médiuns e nossos animais

Uma pequena história que é relatada no livro Breve testemunho de um longo amor, de Sylvia Paschoal.


“Sempre tivemos um especial carinho pelos animais. Dois ou três cachorros estavam sempre em nosso quintal e o afeto que nos passavam nos fazia muito bem.

Mas houve tempo em que eles se limitavam à área externa da casa, sem terem permissão de entrar em nossa sala.

Numa manhã, uma senhora aflita solicitou um atendimento urgente. Não havia como negar.
Conversávamos em nossa sala, quando minha ajudante doméstica me alertou que o Brown não passava bem.

Brown, vira-lata, mas o mais evoluído que já vi, nos impressionava pelas suas atitudes e carinho.

Pedi um tempo, tentando apressar o atendimento que fazia. Mas qual não foi a minha surpresa quando nosso cachorro veio se arrastando para dentro da sala, em direção a um quadro de Jesus, que ficava junto à nossa porta principal, sobre uma vitrola.
Ergueu as patas sobre o móvel e começou a ganir, olhando para o quadro de Jesus. Ele nunca havia entrado em nossa sala.

Eu e a senhora que atendia nos emocionamos. Peguei a chave do carro e saí em direção ao veículo.

Brown me acompanhou, entrou no carro e fomos até o veterinário.

Quando descemos, uma tosse espasmódica jogou para fora da garganta de Brown um osso.
De imediato pulou alegre e voltou para o carro.

Como entender... com certeza ele pensava, eu também sou de Deus.

Mudamos de casa e Brown nos acompanhou. No bairro das Paineiras ele andava solto pelas ruas, ia até a Vila Brandina passear e namorar, mas quando em casa, ao entardecer eu me assentava na área externa, junto à piscina, ele se aproximava e deitava junto aos meus pés.
Uma tarde Cecília, uma senhora conhecida, solicitou uma palavrinha. Sendo fim de semana, só poderia ser em minha casa.

Quando ela chegou sentou-se em uma área interna junto à piscina e nos pusemos a conversar.
Brown, que até então permanecia na área externa, começou a latir com alegria, tentando entrar onde estávamos. Nunca fizera isso.

-“Deixe-o entrar”, pediu-me Cecília.

Abri a porta e nosso cachorro com uma demonstração de grande alegria, dirigiu-se à senhora e colocou a cabeça em seu colo.

Admirei-me, pois ele era reservado e jamais se manifestava com pessoas estranhas.

Cecília o acarinhava e ele continuava a demonstrar um carinho exagerado.

Conversávamos sobre os problemas a serem resolvidos, quando um guia de nossa irmã se manifestou para orientá-la.

Depois de algumas palavras olhou para o cachorro que se aconchegava junto a nossa conhecida e disse:

-“Este cachorro já pertenceu à nossa irmã. Ele morreu atropelado há tantos anos. Nós não perdemos nossos queridos, mesmo animais”.

Perguntei a Cecília se realmente ela havia perdido um cachorro atropelado há tantos anos.

-“Sim, sim, respondeu, eu o amava muito”.

- “Pois bem, aí está ele, por alguma razão está ele junto de nós”.

O interessante foi que a informação sobre as datas da desencarnação do cachorro atropelado tinha apenas dois meses de diferença do nascimento de Brown.”

domingo, 4 de agosto de 2013

Espiritismo: Como é o sofrimento de um animal quando desencarna vitimado de um câncer ou um envenenamento?



















R: Quando o animal sofre alguma agressão física ou enfermidade grave, que resulta na perda da vitalidade do corpo e na sua consequente morte, as lembranças do sofrimento dos momentos derradeiros podem influir no tempo necessário para a preparação prévia do Espírito animal reencarnante. No entanto, o sofrimento e a dor são somente percebidos pelo corpo físico e não pelo Espírito, que não sente dor. Esta é uma interpretação de nosso sistema nervoso, que pode ser maior para uns e menor para outros e serve de aprendizado ao Espírito que está estagiando no mundo físico. De qualquer modo, os animais, como Espíritos encarnados, ficam sujeitos às dores porque, assim como nós, aprendem muito com as situações de sofrimento, pois vivemos em um mundo primitivo e a dor ainda é comum. Eles têm mais contato com ela do que com as alegrias neste planeta. Enfermidades como os cânceres ocorrem mais frequentemente provocados por nós mesmos. A alimentação inadequada, por exemplo, é uma das causas. Os envenenamentos acidentais são uma prova para eles, que aprenderão com isso. Os envenenamentos provocados são também aprendizados, mas estas dívidas que acumularemos precisarão ser quitadas com eles posteriormente. O sofrimento dos animais é mais físico do que moral, pois a sua noção moral ainda é embrionária. Somente aqueles que já possuem rudimentos de moral (animais superiores como elefantes, golfinhos, alguns macacos e outros) sofrem assim. Os sofrimentos físicos cessam com a morte do corpo e as lembranças da dor são quase todas apagadas ou amenizadas. Assim que desencarnam as dores não são mais percebidas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Espiritismo e a Eutanásia Animal

Este texto visa acalmar os corações de quem perdeu um amigo de patas, seja por eutanásia ou não.
Quem me conhece sabe o quanto sou contra este procedimento, entretanto é bom termos conhecimento da visão espírita e do alívio que ela pode trazer aos animaizinhos em estado terminal.
Boa leitura!


P: Eu gostaria de saber o que acontece a um cão que falece por eutanásia.
R: Quando um animal falece, seu Espírito é amparado por espíritos encarregados de encaminhá-lo aos locais adequados no Plano Espiritual. Não importa se falecem naturalmente ou por eutanásia, eles são igualmente assistidos e amparados pelas equipes espirituais. Quando um veterinário procede à eutanásia, ele usa anestesia geral para que, perdendo a consciência e dormindo profundamente, o animal se desligue parcialmente do corpo. Em seguida a equipe espiritual, que se encarrega deste animal, procede aos desligamentos complementares deste corpo para que seu corpo espiritual separe-se de modo definitivo, enquanto o espírito do animal mantém-se também inconsciente naquela outra dimensão. Então, além do desligamento parcial criado pela anestesia, há o desligamento complementar promovido pelos espíritos. Logo após, o veterinário, aplicando alguma substância letal, consegue provocar uma parada cardíaca no corpo físico. Neste momento o espírito do animal já não se encontra mais ligado a ele. Portanto, deste modo não há sofrimento nem dor neste procedimento.

P: Fale sobre eutanásia praticada por veterinários, às vezes a pedido do dono do animal.
R: A eutanásia é um último recurso usado para aliviar o animal de um sofrimento do qual não se recuperará e não um meio de os donos descontentes de se livrarem de um incômodo. Se for retirada a vida de um animal sadio por simples comodidade dos que querem se livrar de seu animal, por ser velho ou por ser imperativo, por exemplo, neste caso não se falará em eutanásia, mas, sim, em assassinato. Não se pode tirar a vida de uma pessoa ou animal por simples comodidade. O veterinário consciente de suas obrigações, como médico, não deveria aceitar proceder a eutanásia a pedido dos donos, a menos que concorde que não haja tratamentos que possam recuperá-lo do sofrimento. O médico veterinário, após passar anos pelos bancos de faculdades, sabe avaliar a necessidade ou não de se proceder à eutanásia. Os donos podem até mesmo cogitar da possibilidade, mas é o veterinário quem dirá se é ou não válida esta prática em um caso específico. Proceder à eutanásia por comodismo ou por simples meio de obter vantagens financeiras é condenável.

P: Meu cachorrinho sofria de insuficiência renal crônica, um tumor no testículo e inflamação crônica na coluna. Decidimos pela eutanásia, mas me sinto culpada desde que vi seu corpinho sem vida. Queria saber se o Espírito dele já está livre das dores que o corpo terreno lhe proporcionava. Queria ter certeza de que ele está bem e feliz.
R: As equipes espirituais, que se encarregam dos animais, se esmeram em evitar que sofram desnecessariamente. Quando desencarnam, eles imediatamente se vêem livres das dores que lhes provocavam sofrimento. Eles são tratados de modo a eliminar as dores e corrigir as formas corporais e fisiologia corporal (do corpo espiritual) antes de serem enviados à reencarnação ou trabalhos voluntários ao lado dos Espíritos. Quando encaminhados à reencarnação, seus corpos são reconstituídos e preparados para a miniaturização que antecedem ao retorno ao mundo físico. Neste processo, todo o sofrimento evidente nos momentos que antecederam o desligamento (em decorrência da própria enfermidade) desaparece para dar lugar a um corpo, sadio e perfeito em que não há mais dores e sofrimento. No entanto, no caso de morte provocada sem as devidas providências preventivas (provocada por algum leigo e não por um veterinário), as consequências são diferentes. Quando no desligamento não foi usada anestesia e substâncias tóxicas causaram lesões ao corpo espiritual, as equipes espirituais têm mais trabalho em recuperar a saúde do animal lesado e o sofrimento é maior também. E prolonga-se porque o desligamento entre o corpo físico e o espiritual é mais lento. Neste caso o animal mantém a consciência por mais tempo, permanece ligado ao corpo físico por mais tempo, mas mesmo assim o alívio é imediato quando as equipes o desligam em definitivo. Então, em geral, são tornados inconscientes e permanecem em estado de suspensão. Algumas vezes têm permissão para ficar acordados durante o processo de desligamento e após também. Uma vez desligados, o sofrimento desaparece e a felicidade toma o lugar da dor.
Se a eutanásia foi feita por uma pessoa que evitou a dor, então ele nada sentiu e somente encontrou a felicidade no outro lado da vida.

(Respostas dadas por Marcel Benedeti, publicadas no siteComunidade Espírita.)

domingo, 5 de maio de 2013

Espiritismo e os animais - qual a forma adquirida pelos animais antes de reencarnar?





No livro Todos os Animais Merecem o Céu, cita-se que os animais ao serem tratados para reencarnarem, se miniaturizam até ter a forma de mórula. 

O que significa isso?






R: Mórula é o nome que se dá a uma das fases de desenvolvimento do embrião em que ele adquire a forma de uma amora. Por ser microscópico é chamado de mórula, que significa pequena amora. Assim que o espermatozóide se encontra com o óvulo, uma série de divisões celulares começam a acontecer e o óvulo fecundado começa a se segmentar e se divide inicialmente em duas partes, depois em quatro, depois em oito, em dezesseis, trinta e dois e assim por diante, à medida que o embrião se desenvolve e começa a ganhar formas mais definidas de um feto. Conforme seu desenvolvimento continua, este começa a se tornar maior e mais parecido com o que se tornará quando nascer (um animal de uma determinada espécie) e por fim o nascimento. Depois de nascido, o desenvolvimento físico continua até se tornar adulto. Se hipoteticamente vier a falecer nesta fase, o seu espírito se desligará do corpo físico e retornará ao mundo espiritual levando consigo o corpo espiritual, que possui as células perispirituais idênticas às do corpo físico. Uma vez na outra dimensão, o animal é levado aos locais onde será preparado para a reencarnação. Em uma das câmaras, o corpo perispiritual começa a se contrair-se e as células começam a se fundir, tornando-se compactadas. Fundem-se até adquirirem a aparência de um embrião em estágio inicial de formação, ou seja, em forma de mórula. Neste ponto cessa a preparação para o reencarne, pois é o momento em que o espírito em forma de mórula é implantado no corpo materno para iniciar seu desenvolvimento embrionário e se tornar feto e nascer novamente no mundo físico.

(Respostas por Marcel Benedeti - Do site Comunidade Espírita)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A reencarnação dos animais - parte 2 - Os animais podem reencarnar na mesma família onde eram queridos?


R: Os animais, principalmente os domésticos, aprendem conosco, que somos, além de irmãos, seus professores. Durante o tempo em que permanecem conosco, passam por várias experiências, como encarnados e, quando já for o suficiente, provavelmente ele reencarnará em outra família e em outra localidade onde aprenderá coisas que não podemos oferecer. Mas em geral retornam várias vezes ao mesmo lar.
Os animais cumprem alguns roteiros padronizados de aprendizado, além de outros mais particularizados e, desde que passem à contento, seguem para outra fase evolutiva e de aprendizado em companhia de pessoas diferentes que podem oferecer outras novas experiências a eles. O fato de serem queridos é importante, mas não é o fator determinante para que retornem ao mesmo lar.

Nota da blogueira: Como sinto muita falta da nossa Glorinha, que partiu em janeiro/2013, torço muito para que minha família tenha o privilégio de tê-la novamente em nosso meio. Estaremos sempre à espera da nossa "Nêga", a não ser claro que ela já esteja tão evoluída a ponto de não precisar mais reencarnar, aí nos resta esperar pela nossa partida e nosso reencontro na outra dimensão.
Glorinha fugindo da foto! 
Fonte: Espirita na Net

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O animal pode desencarnar e retornar no mesmo círculo da sua família animal?


Para quem, como eu, acredita no espiritismo.

Os seres humanos são os principais professores dos animais (animais domésticos), que pelo exemplo aprendem o que precisarão saber quando atingirem a fase de Humanidade. Neste convívio, nos afinizamos mais com este ou com aquele Espírito que está sob nossa responsabilidade neste aprendizado como animais. Muitas vezes estes convivem e retornam para completar seu aprendizado conosco por várias reencarnações seguidas, criando laços de amizade mais fortes. Em se tratando de reencontrar com os humanos com quem conviveu, podemos dizer que, quando o Espírito desse animal terminou sua fase de aprendizado conosco, em geral ele passa ao convívio de outra família ou em outro lugar, na reencarnação seguinte. Mas, se se criou um vínculo de amizade, é provável que, mesmo estando com outra família e em outro local, acabemos nos encontrando. Quando os animais estão em fases mais primitivas (selvagens), o aprendizado principal está no contato com outros Espíritos que se encontram no mesmo nível evolutivo (outros animais selvagens). São os membros da família animal. O aprendizado pode ocorrer nesta ou naquela família animal, sem prejuízo do aprendizado, porque ele é simultâneo dentro da mesma família. Os laços entre eles não são tão fortes quanto os que se formam ao nosso encontro, pois estão como membros de uma mesma família, em um mesmo nível. O encontro deles teria a finalidade de troca de experiências, enquanto que o convívio conosco traz um aprendizado mais rápido e eficaz para a entrada futura no plano da Humanidade. Os Espíritos deste nível de aprendizado (animais) podem retornar juntos em uma mesma família ou não. Quando em fase selvagem, o importante é o aprendizado dentro de sua comunidade, enquanto para os animais domésticos o mais importante é o aprendizado entre eles e nós.

Fonte: Espírita na Net