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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Creatinina alta em cães - Sintomas, causas e tratamento

Se o seu cachorro está doente ou já é idoso, é possível que o seu veterinário extraia uma amostra de sangue para analisar durante a consulta. Este teste clínico permitirá conhecer o estado geral do cão e, sobretudo, se apresenta alguma anomalia no funcionamento dos seus órgãos.
Um dos parâmetros de análise é a creatinina. Neste artigo do PeritoAnimal, vamos explicar o que significa a creatinina alta em cães, sintomas, causas e tratamentos.

Creatinina alta em cães e problemas renais

Os níveis elevados de creatinina em cães indicam que os rins não estão funcionando corretamente. O papel do sistema renal é fundamental, pois, os rins são responsáveis pela filtragem do sangue, limpando as impurezas e eliminando através da urina.
Os rins podem falhar como resultado de alguma doença, transtorno ou deterioração causada pela idade. O sistema renal pode se auto compensar por muito tempo, isto é, embora comece a falhar, o animal não manifestará nenhum sintoma. Por isso, é tão importante fazer uma revisão, pelo menos uma vez por ano, se o seu cão tiver mais de 7 anos.
Além disso, se observar alguma anomalia, é essencial que o cachorro receba um tratamento precoce. Deve saber que apenas a creatinina alta em cães não significa, necessariamente, que existe dano renal. Ureia alta em cães, creatinina e fósforo, são os dados utilizados para diagnosticar a doença renal.

Doença renal em cães

As obstruções do trato urinário, as rupturas da bexiga ou as intoxicações, ao afetar o rim, podem alterar o funcionamento. Nestes casos, o quadro é de uma doença renal aguda. Se for tratada, é possível que a função renal se recupere e o cachorro não tenha sequelas, no entanto, em outras ocasiões, a estrutura do rim é danificada de maneira irreversível, causando grandes problemas renais em cães.
Esses cães sofrerão de uma doença renal crônica durante toda a vida que exigirá acompanhamento e tratamento. Essa disfunção renal é responsável pela creatinina alta em cães e provoca os sintomas que veremos a seguir.

Doença renal em cães: sintomas

A creatinina alta em cachorro é um dos parâmetros utilizados pelos médicos veterinários para determinar a gravidade da doença renal, pois, pode diferenciar em 4 estádios. Os sintomas que podemos observar em nosso cão são os seguintes:
  • Emagrecimento e má aparência, em geral;
  • Aumento da ingestão de água;
  • Alterações na eliminação da urina, podendo excretar grandes quantidades ou nenhuma;
  • Vômito e diarreia;
  • Desidratação;
  • Respiração com cheiro de amônia;
  • Conforme a doença progride, complicações como edema ou coma podem ocorrer.

Doença renal em cães: tratamento

A creatinina alta em cachorro pode constituir uma emergência vital. Em casos agudos, os níveis podem ser desenfreados. Nesta situação o veterinário irá explicar como diminuir a creatinina alta em cachorro, seguindo as seguintes medidas:
  • O cão estará desidratado, portanto, a fluidoterapia se torna necessária.
  • Não existe remédio que diminua a creatinina alta em cães, porém, se for conhecida, é possível tratar a causa da sua elevação. Por exemplo, uma ruptura da bexiga que requer intervenção cirúrgica.
  • Existem alguns fármacos que podem ser usados para controlar outros sintomas e fazer o cão sentir-se mais animado. Assim, um animal com vômito pode precisar de antieméticos ou protetores gástricos.
Estas são medidas para casos agudos. Se o cachorro se recuperar e houver danos irreversíveis nos rins, ele se tornará um paciente renal crônico, como veremos na próxima seção.

Problemas renais em cães: cuidados

A creatinina alta em cachorro, exceto as excepcionalmente elevadas, como nos casos agudos, é o que os animais com doenças crônicas costumam apresentar. Nestes casos, o tratamento consiste em manter a creatinina, a ureia e o fósforo nos níveis mais baixos alcançados pelo maior tempo possível, sabendo que eles não voltarão ao normal.
O veterinário, através dos dados dos exames de sangue, urina e outros testes adicionais, como raio-x ou ultrassonografia e medição da pressão arterial, irá determinar em que fase da doença o cachorro está e, dependendo do diagnóstico, prescreverá algum tratamento farmacológico.
Além disso, os cachorros devem ter uma alimentação para cachorros com insuficiência renal. É preciso garantir que eles permaneçam hidratados, bebendo ou comendo alimentos úmidos, ir ao veterinário diante de qualquer sintoma e este ajudará em um acompanhamento periódico.
Creatinina alta em cães - Sintomas, causas e tratamento - Problemas renais em cães: cuidados
Este artigo é meramente informativo, no PeritoAnimal.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos veterinários nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Sugerimos-lhe que leve o seu animal de estimação ao veterinário no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
Fonte: https://www.peritoanimal.com.br/creatinina-alta-em-caes-sintomas-causas-e-tratamento-22844.html 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Por que adotar um vira-lata? Tem vantagens!

Saúde

Cão sem raça definida de aproximadamente 1 ano
Muito importante para quem procura um cão ou gato para adotar e ter como companhia, é saber que os vira latas (SRD) são fruto de genes que já foram provados, testados e sobreviveram as condições precárias de alimento e abrigo nas ruas, razão pela qual, costumam ser muito resistentes e saudáveis.
A teoria do vigor híbrido sugere que como um grupo, cães ou gatos de ancestralidade variada serão mais saudáveis que seus ancestrais de pedigree. Em animais de raça definida, o cruzamento de cães com aparência muito similar através de várias gerações produzem animais que podem carregar os mesmos alelos, alguns dos quais são indesejáveis. Isto é ainda mais verdadeiro quando considera-se animais de parentesco próximo. Este cruzamento próximo tem exposto muitos problemas de saúde de natureza genética não tão aparentes em populações menos uniformes. Espécimes sem raça definida são mais diversificados geneticamente devido a natureza casual do encontro entre os pais. A descendência desses encontros tende a expressar menos algumas deficiências genéticas, em virtude da diferença genética natural entre os pais. No entanto, algumas doenças recessivas ocorrem entre muitas raças não relacionadas, e deste modo meramente a mistura de raças não é garantia de saúde genética.
"Cães híbridos tem uma chance muito menor de exibir as deficiências que são comuns às raças de origem", porém o cruzamento não necessariamente garante que a descendência resultante será mais saudável que os pais, pois há uma probabilidade dos filhotes herdarem as piores características de ambos os pais. Esta é uma das razões pelas quais muitos criadores preferem cães de linhagem conhecida. No entanto, é notável que muitos criadores deem preferência à aparência e conformidade dos cães, ignorando fatores intrínsecos ao cão, como a saúde e sua disposição física.
Cães de raça pura e SRD são igualmente susceptíveis à maioria das doenças não relacionadas à genética, como raiva e infestação por parasitas.
Muitos estudos demonstraram que cães sem raça definida tem uma natural vantagem de saúde. Um estudo feito na Alemanha conclui que "cães mestiços necessitam menos de tratamento veterinário".[1] Estudos na Suécia encontraram que "cães mestiços tem menor tendência a desenvolver muitas doenças em relação a um cão normal de raça definida".[2]Dados da Dinamarca também sugeriram que a mistura de raças produz cães com maior longevidade, se comparados a cães de raça definida.[3] Um estudo britânico demonstrou resultados similares, porém concluiu que algumas raças são em geral mais lôngevas que cães SRD (em especial Jack Russell TerrierPoodle miniatura e Whippets).[4]
Em outro estudo, o efeito da raça na longevidade dos cães foi analisado utilizando dados da mortalidade de 23.535 animais. Os dados foram obtidos de hospitais veterinários de ensino nos Estados Unidos. Ao comparar a mortalidade de cães de raça definida com os híbridos foi concluído que aqueles sem raça definida viveram em média 1,8 anos a mais nas condições estabelecidas, considerando animais doentes de diferentes pesos e condições clínicas.[5]

Vira-lata no Brasil

Embora tenham no passado recebido má-fama entre os criadores, comparados aos cães de raça pura, há uma tendência crescente para a popularização do vira-lata no Brasil.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, esse é o cão doméstico mais comum na cidade de São Paulo. O levantamento entrevistou 613 pessoas, numa amostra representativa da população paulistana com 16 anos ou mais. De acordo com a matéria publicada na Folha de S.Paulo,[6] a adoção dos cães sem raça definida cresce sobretudo nas classes mais altas, onde os cães hoje dividem espaço com animais de raça definida.
Os criadores veem benefícios na melhor saúde e resistência dos animais, pelo fato da mistura gerar um cão com "competências mais equilibradas". Porém, o principal fator que motiva hoje a adoção de cão mestiço está na questão social da adoção. A maior parte destes animais vem de organizações não-governamentais encarregadas de cuidar e doar os animais, recolhidos das ruas ou de donos incapazes de fornecer os cuidados adequados. Especialistas relembram que, embora resistente e adaptável, o vira-lata ainda assim precisa de cuidado veterinário e alimentação correta, para uma saúde mais forte e um desenvolvimento adequado.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

SAÚDE - Especialista afirma que ração pode diminuir expectativa de vida de cães


Os alimentos processados para cães e as rações podem conter substâncias que causam danos graves e até fatais. Segundo Jonatha Self, especialista em nutrição e alimentação canina, empresas fabricantes de alimentos para cachorros estão diminuindo a expectativa de vida dos animais, já que as companhias estariam usando coisas que seriam jogadas fora para a fabricação dos produtos. Na opinião do especialista, os animais que seguem dieta natural vivem mais, são mais calmos e atentos, mais comportados e sofrem menos com doenças. As informações são do Daily Mail.
Mas qual seria, então, a dieta ideal para os cães? Segundo Self, o cão deve se alimentar como um lobo selvagem, pois ambos têm os sistemas digestivos idênticos. A dieta do animal, portanto, não deveria ser tão diferente e não ter, por exemplo, carne crua incluída. Self acredita que nove em cada 10 visitas ao veterinário são motivadas por alimentação inadequada. A qualidade dos alimentos para cães é baixíssima, segundo ele, e o cozimento acaba com as enzimas importantes por processos metabólicos vitais, torna o alimento de difícil digestão e altera sua estrutura. As comidas caninas processadas têm o mesmo efeito que junk food para os humanos.
Os alimentos processados para cachorros surgiram há 153 anos e paleontólogos afirmam que leva, em média, 100 mil anos para uma espécie se adaptar à nova dieta. Os cães têm cinco tipos de dentes, mas nenhum adequado para moagem de alimentos. Uma boa maneira de entender a indústria de alimentos é estudar sua história. As comidas prontas para cachorros foram inventadas na Inglaterra por James Spratt, em 1860, e combinavam biscoito feito de farinha de trigo, vegetais e sangue de animais. Empresários viram na criação uma oportunidade de vender subprodutos indesejáveis, como carnes de baixo custo, por um preço que jamais conseguiriam.
A legislação britânica e europeia, segundo Self, permite o uso de substâncias que seriam descartadas em rações a alimentos para animais, desde que não causem dano imediato. “O material de origem animal usado pelas indústrias de ração é formado por partes não consumidas por humanos”, comentou. Caudas, testículos e orelhas de animais estão entre os componentes das rações. O processo de fabricação é de “revirar o estômago”, disse o especialista.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

SAÚDE ANIMAL - Ansiedade de separação em cães e Florais de Bach


“No momento em que tivermos dado completa liberdade a todos os que nos rodeiam, quando não mais desejarmos atar e limitar, quando não esperarmos mais nada de ninguém, quando pensarmos apenas em dar e nunca tomar, então nesse momento veremos que estamos livres de todas as coisas deste mundo: nossas cadeias se romperão pela primeira vez na vida, e conheceremos a extraordinária alegria da perfeita liberdade”.
(Edward Bach)
Os cães são animais orientados para uma vida em grupo, desde seus ancestrais, os lobos. Assim, tendem a demonstrar estresse e frustração quando deixados sozinhos.
Devido à crescente humanização dos cães, eles vêm apresentando problemas de comportamento. Ansiedade de separação são os comportamentos destrutivos que o cão exibe quando deixado sozinho. Esses comportamentos inadequados são uma resposta ao estresse pela separação da(s) pessoa(s) com a(s) qual(is) o animal tem laços afetivos (em filhotes é normal morder objetos etc.). O animal não consegue ficar só – na ausência do proprietário, angustia-se e se torna destrutivo.
Quando filhote, após a separação da mãe e dos irmãos de ninhada, terá início o período de socialização (entre 2 e 4 meses), no qual o animal se ligará  fortemente ao tutor. Porém, quando um cão fica dependente demais, poderá desenvolver alterações comportamentais associadas à separação. Roer, cavar, lamber, latir muito, urinar pela casa toda, comer fezes (coprofagia), arrancar a pele, coçar-se muito, automutilação, hiperatividade etc. são  formas de aliviar a tensão e o estresse que ele sente.
A ansiedade de separação é um distúrbio compulsivo.
Exercite seu animal. Consulte o veterinário. Consulte o terapeuta floral.
Florais de Bach indicados: Rescue, Star of Bethlehem, Honeysuckle, White chestnut, etc., devidamente recomendados pelo terapeuta floral.

BICHOS – MARTHA FOLLAIN


Fonte: www.anda.jor.br

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SAÚDE ANIMAL - Homeopatia trata doenças graves e problemas corriqueiros em animais

Embora a homeopatia ainda seja vista com descrença por muitos, esse tipo de medicamento cresce cada vez mais em popularidade; seja no mundo dos seres humanos ou no mundo animal. Mesmo não sendo recomendada para o tratamento de doenças graves – e que necessitam de remédios alopáticos – a homeopatia pode ajudar bastante a aliviar animais com problemas (desde os mais corriqueiros e simples até problemas crônicos), evitando o uso de medicamentos pesados e que podem gerar efeitos colaterais nos animais.
Enquanto cresce o número de animais domésticos nos lares do País, aumenta, também, a quantidade de empresas dedicadas ao desenvolvimento de alternativas homeopáticas para solucionar questões diversas, incluindo problemas que envolvem dor, dermatites e até a rinite em cães e gatos. Sem prometer milagres, os remédios holísticos não são capazes de curar animais com doenças graves ou que necessitem de cirurgia; no entanto, até mesmo nestes casos, podem promover algum tipo de alívio nos animais.

“Muitos acham que os remédios homeopáticos não são eficientes, no entanto, esse tipo de tratamento tem apresentado resultados muito bons em tratamentos de animais; fato que é, inclusive, reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária”, comenta o médico veterinário Dr. Fábio Toyota.
Produzidos com ingredientes totalmente naturais, diluidos em álcool e água, os medicamentos homeopáticos já são reconhecidos pelo CFMV desde 1995; sendo que, atualmente, a maioria dos postos de atendimento à saúde de animais já conta com profissionais adeptos aos tratamentos com remédios holísticos.
Com a vantagem de não provocar reações adversas nos animais (além de serem mais baratos que os medicamentos tradicionais), as composições homeopáticas também podem ser usadas como complemento em diversos tratamentos – como o da diabetes em cães – e têm se mostrado bastante benéficas em questões que envolvem o psicológico dos animais, ajudando a controlar problemas de ansiedade e desvios de comportamento.
Problemas como otites, gastroenterites, cistites frequentes e outros tipos de complicações urinárias, hiperatividade, gravidez psicológica em cadelas, problemas de coluna e alergias em geral são alguns dos que podem melhorar bastante com a administração de compostos holísticos.
Entretanto, assim como no caso das medicações alopáticas, é necessário consultar um profissional veterinário antes de dar qualquer tipo de remédio homeopático ao seu animal, evitando complicações futuras que podem ocorrer em função de o composto ‘mascarar’ sintomas que podem apontar para problemas mais graves.
Fonte: Dr. Fábio Toyota (CRMV – SP 10.687), Médico Veterinário formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – Unesp e responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica em Hospital Veterinário de São Paulo. Dr. Toyota é integrante da equipe de veterinários do portal CachorroGato.

domingo, 23 de junho de 2013

Você sabe como cuidar da velhice do seu animalzinho? Post 2

Quais os principais problemas do animal idoso?

Estes animais estão sujeitos a muitas das mesmas doenças que acometem os seres humanos mais velhos - diabetes, doença renal, hepática e cardíaca, câncer, catarata, problemas dentários, hipotireoidismo e hipertireoidismo, artrose, dentre outras. Outros sinais comportamentais que indicam a idade são latir sem motivo, urinar e defecar em locais errados, distúrbios de memória e aprendizado, redução da interação social, entrar em locais estranhos e não conseguir sair, tristeza, apatia e agitação noturna.

Cuide bem do seu velhinho! Bjos


terça-feira, 11 de junho de 2013

Você sabe como cuidar da velhice do seu animalzinho? Post 1

Iniciarei uma série de postagens abordando este tema, pois se trata de uma etapa muito importante na vida dos nossos amigos, onde eles necessitam de mais amor, carinho e cuidados especiais.
Espero que gostem.

Em primeiro lugar, seu animal de estimação é geriátrico?

Tudo depende do seu tamanho. Ele passa a ser geriátrico ao alcançar as seguintes idades:

Cães de pequeno porte (até 10kg)....................9 a 13 anos
Cães de médio porte (10,5 a 25kg)................9 a 11,5 anos
Cães de grande porte (20,5 a 45kg)...........7,5 a 10,5 anos
Cães de porte gigante (acima de 45kg)...............6 a 9 anos
A maioria dos gatos.........................................8 a 10 anos

Por estas informações, você já pode ter uma pequena noção se o seu amigo está entrando na idade em que vai precisar muito do seu carinho e atenção.

Até o próximo post sobre este assunto!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

SAÚDE - Como lidar com a disfunção cognitiva em cães idosos


Assim como ocorre com os humanos, com a doença de Alzheimer, cães idosos podem padecer da chamada Disfunção Cognitiva Canina (DCC), a qual pode causar alterações de comportamento secundárias à função mental diminuída, que passam despercebidas por muito tempo. Apesar de não haver cura para a doença, alguns medicamentos, aliados a mudanças de comportamento, manejo ambiental e alteração na dieta podem ajudar a desacelerar este processo.
O diagnóstico da DCC não conta, até o momento, com testes disponíveis e por isso são de grande importância as observações do tutor e o histórico dos cães. O acompanhando geriátrico por um veterinário deve ser iniciado por volta dos 7 anos de idade para que um perfil de comportamento seja traçado possibilitando a identificação precoce de alterações cognitivas. As mudanças comportamentais incluem: redução da atividade física, distúrbios do sono, mudanças no apetite, micção inapropriada, agressividade, diminuição da interação social, desorientação, esquecimento de comandos básicos anteriormente conhecidos, vocalização sem razão aparente, dentre outras.
O tratamento de cães é complexo porque a educação e o comprometimento do tutor são imprescindíveis para o sucesso do mesmo. Devido à doença de Alzheimer estar melhor difundida entre humanos, talvez o entendimento da DCC seja mais facilmente compreendido. Na medicina humana, muitos medicamentos tem sido desenvolvidos para o tratamento de Alzheimer. Atualmente nos EUA somente o Selegiline (L-deprenil) está aprovado pelo FDA e especificamente para cães, apesar de ser usado em gatos com sucesso. L-deprenil é um inibidor irreversível da monoamina-oxidase (MAO). As duas principais monoamina-oxidases são a MAO-A e MAO-B. Ambas, porém principalmente a B, catabolizam, a desaminação oxidativa de várias catecolaminas, particularmente a dopamina, norepinefrina, epinefrina, beta-feniletilamina e a serotonina. Ambas, mas principalmente a MAO-A, também catabolizam aminas exógenas que derivam de vários alimentos e fármacos, resultando em um efeito significativo no trato digestório e no fígado. A dieta dos cães deve ser rica em antioxidantes, há rações específicas. Alguns suplementos como a S-adenosilmetionina (SAMe) que é um metabólito endógeno essencial, tem se mostrado de grande auxílio por seus efeitos antioxidativos, melhorando a a plasticidade neuronal e a renovação de certos neurotransmissores.
Técnicas de treinamento positivo sem punição devem ser implementadas. É possível re-treinar animais idosos, a capacidade cognitiva pode estar diminuída mas nunca ausente. Estimulação mental é de suma importância na manutenção da acuidade cerebral, mantenha o cérebro dos cães ocupados com novos brinquedos, atividades novas, socialização. Use sinais claros e óbvios, não crie muitos comandos novos, tente utilizar os comandos básicos, e para aqueles que já possuem déficit auditivo, um assovio é mais do que necessário para alertar o animal.
A re-ambientação da casa também ajuda muito, por exemplo, colocar mais caixas de areia disponíveis pela casa, mover a mobília de lugar (no caso de pacientes com déficit visual), levar o cão para fora com mais frequência para urinar e defecar, deixar uma meia luz acesa à noite para que o animal se oriente pela casa, colocar tapetes pela casa para facilitar a locomoção daqueles com artrites. Enfim, muitas são as opções e muito pode ser feito para acomodar ambos o animal e o proprietário, tudo depende de boa vontade.
A terapia com psicofármacos é variada e tem finalidades como: melhorar a circulação mo cérebro por ação vasodilatadora (propentofilina, nicergolina), efeito antioxidante (selegelina, propentofilina, nicergolina), incrementar a função de neurotransmissores ( selegelina, clomipramina e ter efeito neuroprotetor ( selegelina, propentofilina). Nenhuma medicação deverá ser usada sem indicação de veterinário. Cada caso deve ser avaliado e passar por exame físico e análises complementares.
Fonte: Blog Comportamento Animal , através do site Anda.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Triglicerídeos elevados nos cães pode matar - utilidade pública para quem tem cães e os ama

Você sabia que triglicerídeos, glicemia e colesterol altos são tão prejudiciais ao seu cão quanto ao ser humano?
Pois é.
Os triglicerídeos altos podem levar seu cão à morte se não for descoberto a tempo e controlado. A gordura no sangue traz prejuízos enormes aos peludos, incluindo a morte.
O controle é tão ridiculamente simples que chega ser um disparate perder um cão por conta disto, mas acontece. É feito à base de dieta alimentar (controle de gordura na ração), exercício físico e acompanhamento periódico do seu veterinário.
Conforme o site http://goo.gl/DrnQk  "Triglicérides elevados podem causar muitos problemas, incluindo doença hepática e pancreatite." 
Ainda de acordo com o site, "A hipertrigliceridemia primária é uma condição em que um nível de triglicérides alto não está conectado a outro transtorno. Sua origem pode ter predisposição genética. Embora ela ocorra em muitas raças e até mesmo em raças misturadas, as mais comumente afetadas são schnauzers miniatura e beagles, seguidos de Shetland sheepdogs, pastor-de-brie, collies e poodles."
Você não tem ideia de que este tipo de coisa aconteça, entretanto, muitas vezes nós mesmos somos os culpados, pois por medo de deixar faltar a ração deles, deixamos sempre disponível, o que é desnecessário. Eles não precisam da ração o dia inteiro, além do que isto traz prejuízos à saúde deles.
Em resumo: achando que estamos fazendo um bem, fazemos o oposto e prejudicamos quem mais amamos.

Portanto, conselho de quem acabou de perder um cão, investigue estas taxas, o exame sai na hora e pode permitir que você tenha muitos anos ao lado do seu amigo. 

domingo, 30 de dezembro de 2012

A história da valente Glorinha - amor e superação

Normalmente neste blog falo sobre abandono de animais e sobre adoção.
Hoje, penúltimo dia de 2012, vou falar sobre um aprendizado que tive este ano.
Era julho, quando nossa cachorra filhota Glorinha teve um problema bucal e a levamos para fazer uma avaliação. Fez exames e dentre estes um hemograma, que mostrava plaquetas alteradas, mas nem tanto a ponto de chamar tanto a atenção da veterinária para que fizesse outros exames. Tratou o problema bucal e ficou por isto.
Chegou agosto e com ele o início do que considero a situação mais difícil que já vivi.
Glorinha andava estranha, quieta, pelos cantos e com um pouco de secreção nos olhos. Fiquei apavorada no dia em que ela vomitou e não conseguia ficar em pé sozinha. Levei rapidamente para uma consulta e me disseram que ela estava desidratada, precisando de soro para reequilibrar. Foram 3 dias seguidos de soro, indo e vindo para casa e para a clínica. Final de semana e a veterinária concluiu que o melhor era ela ir para um local que tivesse plantão 24 horas, pois precisaria de mais soro e mais acompanhamento. Levamos nossa Glorinha para a tal clínica, na qual ela entrou desidratada e, após vários exames, nenhum diagnóstico fechado, 6 dias de internação, saiu à beira da morte e "super hidratada"! Acreditem, "super hidratada"!
Retornamos à primeira clínica, onde solicitaram um RX de tórax e face, pois havia suspeita de pneumonia. Meu marido a levou para fazer os tais exames e quando chegou lá ela já não caminhava sozinha. Conseguiram fazer somente o RX do tórax e foi constatada pneumonia.
De volta à clínica, Glorinha entrou em sua quase morte, pois teve parada cardíaca, falta de oxigenação, super hidratação e pressão marcada em 2.
Os veterinários foram incansáveis, usaram todos os recursos possíveis e impossíveis: oxigênio, remédios para pressão sanguínea e para que ela urinasse, pois precisavam fazê-la desinchar, senão nem as veias conseguiriam pegar para dar-lhe as medicações.
Esta foi sem dúvida a pior noite da minha vida. Ouvir os gritos de dor dela e vê-la quase partindo, ao mesmo tempo foi dolorido para mim, como mostrou que a nossa fé é o diferencial em situações limites, sejam quais forem.
Após buscarem ajuda com uma veterinária cardiologista, conseguiram dar uma equilibrada no estado dela e assim pudemos transferi-la para uma terceira clínica mais completa com recursos tipo UTI.
Durante esta internação provamos de todos os sentimentos. Era um misto de coragem e de medo. Glorinha tinha convulsões, sua pressão ora equilibrava ora não, praticamente não tinha movimentos, enfim, foram momentos angustiantes, mas permeados de muito amor, de muita perseverança e de muita luta de ambas as partes. Nós queríamos que ela voltasse pra nós, mas ela também queria voltar pra nós.
Tivemos momentos de dor em que chegamos a perguntar aos médicos se para ela seria melhor terminar com aquele sofrimento, pois embora acreditemos que se houver 1% de vida vale a pena tentar, não queríamos que a nossa bebê sofresse mais. Seu cérebro havia sido afetado, seus movimentos estavam comprometidos e sua visão também. Mas para nossa felicidade, os médicos foram enfáticos em nos dizer que enquanto houvesse qualquer esperança eles estariam lutando junto conosco.
O empenho médico foi fundamental, mas aqui é que quero deixar uma mensagem para qualquer pessoa que possa passar por algo semelhante, seja com pessoas ou com animais, mas que seja com alguém que se ama verdadeiramente. Lute! Lute sempre e não desista! Íamos visitar a Glorinha todos os dias de 2 a 3 vezes no mesmo dia, num esquema de revezamento, para que ela sentisse a nossa presença. Quando chegávamos na recepção da clínica, os auxiliares de veterinários que ficavam na internação junto dela, diziam que ela mudava completamente quando percebia nossa presença.
Foram 15 dias de internação nesta clínica, além dos 6 dias na outra; uma batalha pela vida e uma força espiritual que nem eu sabia ter, mas que posso afirmar, quando há amor, há esta força. Muitas e muitas vezes, desde aquela fatídica sexta-feira quando ela quase partiu, pedi aos amigos de luz que estivessem sempre com ela, que interviessem junto a Deus para ela não sofresse, mas que para ela voltasse a ter saúde.
Os veterinários ficaram espantados, pois Glorinha chegou a ter mais de 100 mil leucócitos, algo imponderável, já que o parâmetro maior é 17 mil.
Agora, dia 1º de janeiro, fará 4 meses da alta da Glorinha. Ela voltou para nós. Voltou ainda com algumas alterações neurológicas que, segundo os médicos, provavelmente não voltariam ao normal.
Pois acreditem, ao longo destes 4 meses, Glorinha não anda mais em círculos (uma sequela neurológica da hipoxia cerebral - falta de oxigênio); já consegue comer sozinha (no início não tinha o movimento correto da língua); já voltou a brincar com sua bolinha (usamos como uma espécie de fisio caseira); já quis inclusive bater nos seus irmãos caninos!); e por enquanto está com a falta de visão, que nos disseram, não tem volta, pois embora sua parte óptica esteja perfeita houve comprometimento neurológico.
Mas depois de tudo que ela passou, acho muito "perigoso" afirmar qualquer coisa de forma tão definitiva.
Para Glorinha tudo é possível, ela é uma guerreira!
Este texto pode ser longo, mas quis compartilhar com quem lê e que possa ter alguém com situação semelhante ou até mesmo desesperançoso com situações muito mais simples do que esta, para que possam acreditar.
Não desistam! Se houver 1% de vida e 100% de amor, tudo é possível!
Que 2013 nos reserve boas surpresas, pois 2012 me fez crer na força espiritual, na força do amor e a ter paciência e comemorar cada avanço com muita alegria.
Venha 2013! Venha com muito mais amor!





quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Férias chegando! Dicas valiosas para viajar de avião com seu cão


As férias estão chegando e você decide viajar com seu cão. Boa ideia! Porém logo surge uma pergunta: O que é preciso fazer para que tudo dê certo? Alguns cuidados e providências devem ser tomados para que a experiência da viagem seja boa, tanto para você quanto para o seu cão. Vamos às dicas:
Antes de qualquer coisa, certifique-se que o seu cão está em boas condições gerais de saúde e tenha atenção aos seguintes pontos:

  • As cadelas prenhes não podem viajar de avião (algumas companhias chegam a proibir o embarque);
  • Os cães idosos, por serem mais susceptíveis ao estresse, não devem fazer esse tipo de viagem, principalmente se tiverem algum problema de saúde, como problemas cardíacos, ou se não estiverem acostumados a viajar;
  • Filhotes são desaconselhados a viajar antes de completarem o calendário de vacinação pelo risco de contraírem alguma doença e pela exigência do comprovante de vacinação para o embarque;
  • Algumas raças com focinho achatado como pug, bulldog, boxer e shih tzu são mais propensas a terem falta de ar por causa da altitude devido à conformação anatômica das suas vias respiratórias – há casos de cães que morrem nas viagens;
  • Certifique-se sobre os riscos do cão contrair Dirofilaria (verme do coração) no local de destino e, se for o caso, faça a prevenção.
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Carrapatos – como combater e controlar


Com o aumento da temperatura, aumentam também as infestações de carrapatos. Estes parasitas de ‘oito pernas’, além de causarem grandes transtornos e desconforto, também transmitem doenças para os animais e para o homem.
Por isso, saber como combater carrapatos de forma eficaz é importante não apenas para garantir a saúde do seu cão, mas também a da sua família.
Os carrapatos são artrópodes da classe Arachnida, a mesma das aranhas, e tanto os machos quantos a fêmeas se alimentam de sangue (são hematófagos). Os carrapatos mais comuns nos cães são da espécieRhipicephalus sanguineus (conhecido como carrapato-vermelho-do-cão), porém o cão também pode ser parasitado acidentalmente por outras espécies, como oAmblyomma (carrapato estrela) encontrado em áreas rurais ou de mata. O ciclo de vida dos carrapatos, independentemente da espécie, possui três fases: larva, ninfa e adulto, onde cada fêmea pode colocar de 200 a 3000 ovos por dia.

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