Proteção Animal, Receitas Veganas e Vegetarianas, Direitos dos Animais

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Há uma razão científica para você achar que o seu animalzinho de estimação só falta falar



Não há quem nunca tenha pensado sobre isso ou ao menos que tenha ouvido alguém comentar com os olhos brilhando de ternura: “O animalzinho que eu tenho em casa só falta falar!”. O que a sabedoria popular já mostrava há séculos, a ciência reconheceu formalmente em 2012, com a Declaração de Cambridge (leia o documento, em inglês).
Em resumo, o documento diz que todos os cientistas que o assinam reconhecem que não são apenas os seres humanos os animais que têm condições físicas de produzir consciência. Por muito tempo, a ciência afirmou que o cérebro humano seria o único com aspectos técnicos que o tornava capaz de produzir consciência, que é o conhecimento de tudo que acontece ao nosso redor.
Em outras palavras, é a consciência que nos permite saber que existimos e ter conhecimento sobre nossa relação com os outros indivíduos e com o meio em que vivemos. A senciência – que é a capacidade de sofrer, sentir prazer ou medo – também está atrelada ao conceito de consciência.
É por isso que o seu animalzinho de estimação sabe quando fez coisa errada, fica feliz, triste, sente dor quando bate em alguma coisa ou prazer quando você coça a barriga dele. Ele tem conciência quando faz "cara de pidão" quando quer alguma coisa.
Mas o que faz da Declaração de Cambridge um documento muito especial é o fato de ela admitir que essa característica da mente chamada de consciência, antes atribuída apenas ao cérebro humano, é também encontrada em um grupo grande de outros animais. Fazem parte desse grupo todos os mamíferos, aves e muitas outras criaturas como o polvo, por exemplo.
Em passagem pelo Brasil recentemente, o neurocientista Philip Low, que redigiu o texto da Declaração de Cambridge, palestrou em um simpósio sobre consciência animal na UNICAMP. Low, um PhD com currículo extenso e especializado em estudos do cérebro, explicou detalhes das pesquisas que o levaram a reconhecer em documento que os animais têm consciência. Entre os que concordam com a tese de Low está o inglês Stephen Hawking, certamente o mais aclamado cientista vivo.
O neurocientista Philip Low levou tão a sério os resultados cartesianos de seus estudos que decidiu se tornar vegano no mesmo ano em que publicou a Declaração de Cambridge. Ele entendeu, matematicamente e fisicamente, que os animais considerados de consumo têm consciência assim como um cachorro ou gato. Vacas, frangos, peixes, porcos e outros animais que antes faziam parte do cardápio de Low, já não o fazem.
Portanto, se você tem um animalzinho em casa ou já teve contato com um, saiba que os animais assassinados desnecessariamente para consumo humano são muito parecidos e têm consciência do que acontece ao seu redor e com eles. Apenas a informação de que uma vaca sofre profundamente quando apartada de sua cria na indústria do leite deveria ser motivo suficiente para você se tornar vegano hoje.
O que pensar então dos bilhões frangos amontoados ou dos bois na fila da morte nesse momento em corredores frios que levam ao abate? Os olhos arregalados enquanto se debatem e a adrenalina despejada no momento de dor intensa não são frutos do acaso.
Agora que você já sabe, cogite se tornar vegano (www.sejavegano.com.br), como fez o brilhante cientista que trouxe à tona a consciência dos animais.

Fonte: entretenimento.r7.com

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